ROMA - Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpria uma intensa agenda de encontros oficiais com autoridades do governo e do parlamento da Itália, os ministros da comitiva dele aproveitaram a tarde de ontem para conferir as liquidações nas lojas luxuosas da capital italiana e visitar cenários onde Federico Fellini gravou filmes como Roma e La Dolce Vita.
Numa tarde de céu limpo e temperatura agradável, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, andou pelas praças e ruas históricas da capital italiana com cinco sacolas de compras. Ele esteve na loja da Salvatore Ferragano, uma das mais luxuosas grifes da Itália, que ficou famosa por fabricar sapatos e bolsas para as atrizes Marilyn Monroe, Audrey Hepburn e, mais recentemente, Nicole Kidman.
Durante todo o dia, Jobim só participou de uma recepção de cerca de uma hora do presidente italiano, Giorgio Napolitano, à delegação brasileira. À noite, estava prevista a presença do ministro num jantar oferecido por Napolitano. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, também foi às compras.
Apareceu no final da tarde no Hotel Raphael, onde parte da comitiva está hospedada, com três sacolas, uma delas da loja Marvin & Friends. Ao ver repórteres na entrada do hotel, Dilma demonstrou incômodo com as sacolas de compras e as entregou para um assessor. Entrou no elevador sem nada nas mãos.
O assessor Marco Aurélio Garcia aproveitou a tarde livre para comprar uma gravata. Fez ainda compras na La Feltrinelli, uma loja de livros e CDs. Quem esteve nessa loja também foi o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Dulci. A uma pergunta se tinha feito uma "comprinha", Dulci fez questão de ressaltar que só adquiriu livros. "Gosto muito de livros da Grécia e da Roma antigas", contou.
Pelo menos a agenda de Lula hoje está cheia de encontros oficiais. Um dia mais tranqüilo para os integrantes da comitiva passearem na cidade eterna pode ser amanhã pela manhã, quando o presidente terá um encontro com o prefeito de Roma, Gianni Alemanno, e uma entrevista para jornalistas italianos. A tarde dele está livre. Nesta época, a cidade encanta ainda mais os turistas, com a luminosidade do sol nas ruínas romanas e nos palácios e cúpulas de igrejas.
Comentário meu: Coitada da esquerda italiana que deposita tantas esperanças no PT, se soubessem ler português e entendessem a alma desse povinho do aerolula... Os italianos gostam da figura, um personagem heróico latino americano, que salvará a Italia dos emigrantes chatos, eles querem ver pela TV a cabo um Brasil rico e bem longe da Itália. O Prodi foi coroado pela Europa como ministro da miséria africana, o PD quer de todo jeito empolgar o povão e não consegue. O pessoal do Berlusconi está cada vez mais desgastado com a crise mundial e o rombo do INSS.
O que o Lula representa nesse contexto? Um amigo da esquerda?
Heroi republicano brasileiro-italiano foi Garibaldi, eles nem lembram o revolucionário, que depois da morte da Anita casou de novo e aposentou-se na Sardegna. Quando o presidente do Brasil visitar a casa museu de Garibaldi na Sardegna começará algo importante entre os dois países. Por enquanto é brincadeira de criança.
Agenda do Lula na Italia (blog do Noblat)
Horário local: (Roma/Itália): mais 3h em relação a Brasília
9h20 - oferenda floral ao soldado desconhecido
9h45 - audiência com a delegação empresarial brasileira
11h35 - seminário organizado pela Confederação Italiana dos Sindicatos dos Trabalhadores (CISL), com a participação da Confederação Geral Italiana do Trabalho (CGIL) e da União Italiana do Trabalho (UIL), sobre o tema "Nova economia, Nova democracia"
13h05 - reunião com o Primeiro-Ministro da Itália, Silvio Berlusconi
13h35 - almoço de trabalho com o Primeiro-Ministro da Itália, Silvio Berlusconi
15h30 - cerimônia de Assinatura de Atos
15h50 - declaração à imprensa
17h - participação no encerramento do "Seminário sobre as oportunidades de investimentos no Brasil oferecidas pelo Programa de Aceleração do Crescimento"
17h50 - encontro com grupo de empresários italianos
20h30 - jantar em retribuição ao Presidente da República italiana, Giorgio Napolitano



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